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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

No mundo da M. os ônibus são assim:

Vocês não têm idéia da quantidade de vezes que eu já ouvi a frase "Nossa como você reclama!" e todo mundo sabe que reclamar sem resolver não leva a lugar nenhum. Então, pra não ficar com fama de chata ATÉ aqui no blog, eu vou fazer um post sobre os ônibus de novo.

AS SOLUÇÕES TOSCAS DA M. PARA O TRANSPORTE PÚBLICO.
(lembrando que todas as soluções foram feitas por uma adolescente de 15 anos e dêem um folga para ela)

O problema do ônibus costuma ser o seguinte: ELE É MUITO CHEIO! Então vamos ver o que a minha imaginação em ebulição criou para resolver o problema sardinha-em-lata:
  • Ônibus escolar

O meu colégio é muito grande e muito bom, isso, somado às bolsas que ele dá, atrai pessoas até de outras cidades. Como esse povo volta pra casa? De ônibus.

Então, outro dia enquanto eu pegava o ônibus, 20 amigos meus vieram comigo.

Ficou tão cheio lá dentro que eu achei que ia morrer sem oxigênio.

Se os colégios públicos e particulares tivessem ônibus próprio, seria bom para o meio ambiente porque o povo não iria de carro e também tiraria todos os alunos dos ônibus normais.

Os americanos fazem isso e idéias boas foram feitas para serem copiadas (com os devidos créditos, claro).

  • Idem solução 1, só que para o trabalho

Se eu não me engano, a Petrobrás já faz isso.

É a mesma coisa, um ônibus que a empresa paga que leva todo mundo para o trabalho. Te pegam num ponto daquele ônibus e te levam direto para lá.

Não tem problema de arranjar vaga perto, o ônibus é bem confortável, não é cheio, todo mundo sentado, com cintos de segurança, você lê um livro, ouve Ipod, conversa com os amigos e outro cara dirige pra você, poupando seus pés cansados.

  • Bicicletas

Você sabia que em Paris, existem pontos de bicicletas?

É assim: em vez de pegar um taxi, você aluga um bicicleta.

É mais barato, você faz exercício, colabora com o meio ambiente e se todo mundo fizesse isso, teríamos ruas menos cheias de ônibus e carros (tornando menos perigoso andar de bicicleta).

  • Ônibus mais largos

Essa deve ser a pior das soluções, mas vale a pena postar.

Que tal por três bancos de cada lado, em vez de só dois? Alguém aqui sabia que é contra a lei andar de pé nos ônibus?

Ônibus mais largos tornam mais difícil dirigir (imagino que sim, né?), mas criam mais espaço para as pessoas do lado de dentro.

  • Mais ônibus

Se tiverem mais ônibus, vai ter menos gente dentro de cada um.

Tá, eu admito que essa "solução" também é bem idiota.

  • CINTO DE SEGURANÇA

Andar de ônibus é PERIGOSO. Se o cara bate ou dá uma puta brecada, você voa e quebra a janela com a sua cabeça. OU, melhor ainda, se você ficar conseguir ficar do lado de dentro do ônibus, todo mundo que tá de pé cai em cima de você, quebrando seus ossos e te deixando sem ar.

  • Metrô

Básico.

  • Carona

Dar carona para todas as suas amigas e exibir o som super potente do carro do papai.

E, é isso. Esse post colorido ai são as minhas idéias. Eu não sei se todo mundo viu os selos que eu dei no post anterior, então dá uma olhada para ver se o seu blog tá lá.

Beijos gente, até o próximo post e, se interessar à alguém, eu toh indo bem nas provas. :D

sábado, 5 de setembro de 2009

Lar doce lar

Hoje, zapiando pela tv, eu acabei parando no Calderão do Huck onde estava passando Lar Doce Lar.

Bem, é totalmente óbivio q o programa é uma imitação de Extreme Makeover. Para quem não sabe o que é, esse é um programa americano que faz a mesma coisa que o Lar Doce Lar, constrói, em sete dias, uma casa nova para um família passando necessidades (e passa no canal People+Arts).

Funciona assim: Você manda uma carta, um vídeo, qualquer coisa, contando a sua história e porque você achar que merece um Extreme Makeover/Lar doce Lar, se eles sentirem pena o bastante, eles vêm. Daí você é mandado para algum lugar super legal enquanto os loucos da tv destroem a sua casa e quando você volta, tem uma casa nova super cool e mais um monte de outras coisas que vão fazer sua vida muito melhor do que antes.

O Huck comprou os direitos do programa e o transformou em Lar do Lar. No episódio que eu vi hoje, fomos até o interior de Pernanbuco ajudar a família Melo. A menina mais velha tinha saiu de casa porque não queria estudar, o pai tinha que trabalhar o dia inteiro como vigia e se preocupava com os outros dois filhos que eram deixados em casa o dia inteiro sozinhos.

A diferença entre o Lar Doce Lar e o Extreme Makeover:

As famílias americanas que o Ty e sua equipe ajudam, são pobres, mas nem tanto e moram no subúrbio americano, um lugar com água encanada, luz na rua, asfalto e qualidade de vida relativamente boa. Na maior parte das vezes, eles nem são tão pobres, mas aconteceu alguma coisa como um caminhão entrar na casa e destruir tudo (isso aconteceu mesmo em um dos programas).

Huck e sua equipe ajudaram a família Melo, que ganha 280 reais por mês e moram em uma cidade tão pequena que nem está no mapa. Eles receberam uma casa nova, 10.000 reais, tratamente dentrário e até mesmo um lanchonete e um cinema para o pai poder ter um emprego melhor e dar um entreterimento para a cidade.

A cidadizinha da família Melo também é uma porcaria Problemas de violência, sem rua asfaltada, nenhum carro, nem linhas telefônicas, todo mundo é pobre para cacete, também não devia ter saneamente básico e outras coisas (um dos presentes da casa foi um sistema que armazena e purifica água da chuva),sem contar que não tem nem parquinho pras crianças.

E quando perguntaram para um dos garotos o que eles mais gostaram de São Paulo (o Huck mandou os 3 pra lá durante a semana que fazia a casa) ele disse que tinha adorado as escadas rolantes. Também foi a primeira vez que os pirralhos iam à um cinema.

Então, nos Estados Unidos é bem legal quando fazem isso porque todas as famílias que eu vi moram uma vizinhança com luz elétrica, encamento, segurança etc.

Daí você vai lá e constrói a casa para UMA família. Em volta da casa bonitinha e meio brega tem uma cidade que não tem água encanada! É muto bonito ver a felicidade do senhor Melo ao ver a casa nova, mas e daí? Tem um monte de gente com uma vida tão ruim quanto a dele que não ganhou um Lar Doce Lar só deles

Em resumo: É legal de assistir, mas não leva à lugar nenhum.